A fala de lideranças sindicais no Acre

Discurso do movimento e movimento do discurso: dos empates pela terra ao “não-conflito” agrário na fala de lideranças sindicais no Acre (Amazônia – Brasil)

Jones Dari Goettert  (Professor UFGD) e

 Gerson Rodrigues Albuquerque  (Professor UFAC)

As três últimas décadas do século vinte foram marcadas, no Acre, pela formação e importante atuação do movimento sindical rural. Em um primeiro momento, o movimento sindical, articulado principalmente a militantes socialistas e a setores progressistas da Igreja Católica, desenvolveu um dos mais importantes movimentos sociais de resistência e luta pela terra na Amazônia e no Brasil: os Empates. O Movimento dos Empates consistiu, sobretudo, na resistência de gentes da floresta – famílias seringueiras – contra a expansão do capital agropecuária que buscava se territorializar através do latifúndio pecuarista. No final da década de oitenta é assassinado Chico Mendes e, coincidentemente, o movimento sindical e social de resistência toma novos rumos, já não mais de combate ao latifúndio – tem-se a criação das reservas extrativistas – mas buscando construir propostas para, além da conquista das reservas, a permanência “sustentável” na floresta de suas gentes. Na década de noventa, se por um lado ocorreu uma profunda mudança no sindicalismo rural acreano, por outro o Partido dos Trabalhadores assumiu o governo estadual.

No início do século vinte e um, ocorre uma bifurcação dada por duas diferentes perspectivas de análise do movimento, seja sindical ou social. De um lado, Raimundo Barros aponta, em consonância com o “governo da floresta” do PT, o fim dos conflitos pela terra no Acre e a necessidade de continuidade dos projetos de manejo na floresta, seja da madeira ou de produtos não-madeireiros. De outro lado, Osmarino Amâncio denuncia o uso da imagem de Chico Mendes e o desvirtuamento de seus ideais – inclusive por críticos seus quando ainda vivo –, a cooptação de lideranças sindicais, a implantação de um projeto de privatização da floresta pelo “governo da floresta” e a necessária e urgente mobilização social como possibilidade única de nova resistência contra uma “nova” expansão do capital.

Texto completo AQUI

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